{"id":113,"date":"2017-10-03T23:00:32","date_gmt":"2017-10-04T02:00:32","guid":{"rendered":"http:\/\/4verbos.com.br\/?p=113"},"modified":"2017-10-03T23:00:32","modified_gmt":"2017-10-04T02:00:32","slug":"nao-comi-e-nao-gostei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/4verbos.com.br\/blog\/nao-comi-e-nao-gostei\/","title":{"rendered":"N\u00e3o comi e n\u00e3o gostei"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"entry-title traditionellsansbold preto23\"><span class=\"fonte15 subtitulo\">GOSTO \\\u00a0<\/span><span class=\"fonte35\">N\u00e3o comi e n\u00e3o gostei<\/span><\/h1>\n<div class=\"entry-content fonte15 preto arial\">\n<p>J\u00e1 comi milho diversas vezes. Na espiga na praia, na salada de maionese, no cachorro quente e at\u00e9 na sopa. N\u00e3o gosto, simples assim. Com a ervilha \u00e9 a mesma coisa, com a exce\u00e7\u00e3o da sopa de ervilha, essa sim \u00e9 gostosa. Pode n\u00e3o fazer muito sentido pra voc\u00ea, mas pra mim \u00e9 simples: n\u00e3o gosto. \u00c9 mais f\u00e1cil ser taxativo quando h\u00e1 uma experi\u00eancia por tr\u00e1s disso. Voc\u00ea busca uma mem\u00f3ria, sensa\u00e7\u00f5es e hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Eu jamais havia cogitado a hip\u00f3tese de degustar, digerir, saborear nada que viesse da gastronomia nip\u00f4nica. Logo eu, t\u00e3o loucamente apaixonado por ventrecha de pacu frita, iria me deixar levar por salm\u00e3o cru? Nem a pau. Pesava tamb\u00e9m o fato de rotular de modinha\/hipsters\/chatos todos aqueles que postavam fotos de comida japonesa nas redes sociais. N\u00e3o era o que eu queria pra mim.<\/p>\n<blockquote class=\"blockquote_degustar\"><p>COMIDA JAPONESA \u00c9 O NOVO CACHORRO QUENTE!<\/p><\/blockquote>\n<p>Eu n\u00e3o gostava. Mesmo.<\/p>\n<p>Recusei convites para rod\u00edzios \u201cde japon\u00eas\u201d, \u00a0enquanto brotavam novos estabelecimentos do g\u00eanero em Cuiab\u00e1. Observava aquela moda crescendo atrav\u00e9s das milhares de fotos no Instagram e sempre me pegava julgando tudo um exagero. A essa altura at\u00e9 a minha esposa j\u00e1 havia experimentado e eu seguia firme e forte na opini\u00e3o de que aquilo n\u00e3o me interessava. L\u00e1 no fundo eu queria mesmo experimentar, tudo parecia t\u00e3o apetitoso, mas a minha chatice era maior. At\u00e9 que um amigo usou um argumento que eu desconhecia. \u201cCome um temaki com salm\u00e3o frito, \u00e9 bom\u201d. Opa! A\u00ed muda de figura.<\/p>\n<div id=\"attachment_284\" class=\"wp-caption alignnone caption_degustar\"><a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20131124235528\/http:\/\/4verbos.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/mr-miyagi-daniel.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-284\" title=\"N\u00e3o comi e n\u00e3o gostei\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20131124235528im_\/http:\/\/4verbos.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/mr-miyagi-daniel.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Ser\u00e1?<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Experimentei o tal temaki de salm\u00e3o frito. Depois criei coragem e parti pro sushi e todas as outras iguarias cruas.<\/p>\n<p>Olha.<\/p>\n<p>Descobri uma absurda paix\u00e3o gastron\u00f4mica e cada vez que lembro os motivos que me fizeram demorar tanto pra chegar nisso eu como um pouco mais.<\/p>\n<p>Trocar de caminho, mudar a cadeira de lugar, pedir uma promo\u00e7\u00e3o diferente no fast food preferido. N\u00e3o adianta. Nunca \u00e9 f\u00e1cil mudar quando o gosto entra na rotina. No fim das contas todo mundo tem um motivo pra fazer as mesmas escolhas. Trocar um prazer certo por um incerto n\u00e3o parece muito inteligente mesmo. Mas a fronteira entre ter uma experi\u00eancia incr\u00edvel e continuar na vidinha segura de sempre pode ser s\u00f3 a coragem pra tentar.<\/p>\n<p>O que ser\u00e1 que eu perdi at\u00e9 aqui?<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GOSTO \\\u00a0N\u00e3o comi e n\u00e3o gostei J\u00e1 comi milho diversas vezes. 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